sábado, 19 de novembro de 2011

EMPAREDADO...

Dia 17 de novembro completamos dois anos de Selva Amazônica. Foram 2 anos difíceis, mas prazerosos. Na saída de Porto Alegre, tive a felicidade de lançar na maior Feira do Livro da América Latina, meu livro "De Tempo e Saudade" e isto foi a penas o início desta bela história. Missão maior no noroeste da Amazônia, ser um dos pioneiros na fundação da mais nova OM de Comunicações do Exército, o 2º Pelotão de Comunicações de Selva!! 

E dia 28 de outubro fomos "emparedados", na placa histórica de fundação. Parabéns e muito obrigado aos companheiros de caminhada, pela paciência, amizade, camaradagem e apoio. Que Deus os ilumine. 



Missão cumprida! Selva!!

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

SEMANA FARROUPILHA 2011

Pela segunda vez, a abertura da Semana Farroupilha no Marco Zero da Linha do Equador...

 ...nossas crianças, futuro do Rio Grande,

 ... grande festa no norte do Brasil,

 ... e descobrimos o sítio do Michael Jackson, no meio do caminho...

carreata pelas ruas da cidade e...
 que momento!!! o baile com os GAUDÉRIOS DA FRONTEIRA, no Grêmio dos Subtenentes e Sargentos do Alto Rio Negro (GRESSARNE),  eu (olha que coisa!!!), Antunes na voz solo e Ricardo Caldas (voz e violão). 
É verdade, o que não mata, fortalece!!!

REVISTA TCHÊ CAMPEIRO


A 7ª edição da REVISTA TCHÊ CAMPEIRO, produzida e editada no Estado do Paraná, que tráz na capa outro gabrielense, o grande Rogério Melo, publicou nas suas páginas a reportagem intitulada UM PEDAÇO DO RIO GRANDE DO SUL NO AMAZONAS,  escrita por nós em parceria com o amigo e colega de ofício Ricardo Caldas, que versa sobre a abertura da Semana Farroupilha de 2010 aqui em São Gabriel da Cachoeira, no distante Amazonas. Destacou a importância deste evento e a presença da gauchada neste pedaço de Brasil que poucos conhecem. Este ano refizemos esta atividade e quem sabe seja publicada em outra edição deste importante veículo de comunicação.

 



 Leia a matária na íntegra:

A cultura gaúcha não conhece fronteiras, não veste cores partidárias, nem se resume a sotaques ou formas de linguagem regionais. A cultura gaúcha é muito mais do que isto, é a própria identidade de pessoas, nascidas no Rio Grande ou não, que comungam da mesma essência, que bebem do mesmo mate, que ouvem as mesmas músicas e dançam as mesmas danças, não importando o local onde se encontram. Gaúchos, no sentido mais terrunho desta palavra, são os homens, mulheres e crianças que desde cedo aprendem a amar uma tradição que receberam dos seus ancestrais, ou que aprenderam a admirar e defender como sinônimo de honra, respeito pelas origens e pelo chão onde vivem. Desta forma, em plena Selva Amazônica, nos confins de um Brasil que poucos conhecem, esquecido pelas autoridades e pela maioria dos brasileiros, “gaúchos” dos quatro cantos deste imenso país, representados por militares, familiares e simpatizantes do movimento tradicionalista que guarnecem as fronteiras com a Colômbia e a Venezuela, no distante município de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, deslocaram-se até o local denominado Marco Zero, onde passa a linha imaginária do Equador, na BR 307, que liga este município à Cucuí.
Neste local, onde começa o Brasil, foi realizado no dia 12 de setembro de 2010, a abertura da Semana Farroupilha, em homenagem aos 175 anos da Revolução do mesmo nome, ocorrida no Estado do Rio Grande do Sul, no ano de 1835.
Sob um sol escaldante de 40 graus, riograndenses, paranaenses, catarinenses, paulistas, cariocas, mineiros, amazonenses, uruguaios e nordestinos  beberam do mesmo mate, desfraldaram a mesma bandeira e cantaram o mesmo Hino, celebrando a memória de uma revolução que era de todos, pois representava os anseios de liberdade de um povo que se renova a cada dia e que pulsa no peito de cada um. Na ocasião, foi realizado o acendimento da Chama Crioula pelo General de Brigada José Luiz Jaborandy Junior, Comandante da 2ª Brigada de Infantaria de Selva e Guarnição Militar e pelo Sargento Martelli (Santa Maria – RS), tradicionalista e idealizador deste evento, sendo ainda lido um poema composto em homenagem a este evento histórico.
Após ser cantado o Hino Riograndense aos acordes das Guitarras do gaúcho  Ivonir Leher (São Gabriel -RS) e do paranaense Ricardo Caldas (Pinhão -PR) e entoado pelas vozes de todos os presentes, houve uma carreata pelas ruas da cidade São Gabriel da Cachoeira, conduzindo a chama crioula, até o Clube de Subtenentes e Sargentos do Alto Rio Negro (GRESSARNE), onde o presidente Fabiani Beulch (São Borja – RS) ofereceu um suculento churrasco à todos os presentes e a festa continuou madrugada a dentro, onde a cantoria contraponteou com canto dos grilos nos confins da Amazônia Ocidental.
Durante a toda a semana foram realizadas diversas atividades como; palestras, exibição de vídeos, degustação da culinária campeira, apresentações artísticas e danças tradicionais e folclóricas pelos filhos dos militares que prestam serviço e garantem a soberania nacional na fronteira do Brasil, sem esquecer as suas origens.

Poema do Marco Zero, composto pelo militar e poeta gaúcho Ivonir Gonçalves Leher.
Tantos anos se passaram
Da Epopéia Farrapa
Onde esta gente guapa
Fez surgir a nossa história...
Alicerçada nas glórias
De Bento e de Souza Netto
Que lá de cima, por certo
Abençoam este momento
E há entre nós, tantos Bentos
Que honram sua memória.

Rio Grande, terra lendária
De heróis desconhecidos
Rio Grande dos esquecidos
Do Brasil, uma identidade...
Rio Grande, Pátria e saudade
Que carregamos no peito
E exigimos respeito
Por tudo que já fizemos
Por esta Pátria, morremos
Em nome da liberdade.

E hoje, estamos aqui
Onde começa o Brasil
Nesta terra varonil
Bem na Linha do Equador...
Marco Zero, sol e suor
Desfraldando uma bandeira
Na Amazônia Brasileira
O Brasil é mais gaúcho
E “vamo agüentá o repuxo”
Pra mostrar nosso valor.



Marco Zero, linha do Equador, São Gabriel da Cachoeira – AM,  12 de setembro de 2010.

terça-feira, 25 de outubro de 2011

MEUS OLHOS DE CARRETEIRO é premiada na 18ª Estância da Canção Gaúcha...


Buenas moçada, andava um pouco (UM POUCO?????) afastado deste espaço por pura falta de tempo mesmo e desde já peço milhares de desculpas, muito estudo, muito trabalho e praparativos para a volta à querência e aí sim, teremos mais tempo para a boa prosa. Mas, de fevereiro para cá, muitas coisas boas aconteceram e postarei algumas, se o tempo permitir....

Comecemos pela Estância da Canção Gaúcha de São Gabriel, em sua 18ª edição, onde a música Meus Olhos de Carreteiro, letra minha e música do amigo Felipe Cornel classificou-se para a grande final do Festival e ainda por cima levou para casa os prêmios de 2º Lugar na fase interna e Melhor Arranjo Vocal. Biaita abraço ao Noninho e aos músicos que subiram ao palco, pena não estar aí para prestigiar, mas fica para a próxima.




Confira a classificação final da 18ª Estância da Canção Gaúcha:

1º lugar: "Embretados" (chamamé), letra e música de Davi Teixeira e Igor Silveira (São Gabriel e Porto Alegre), interpretada por Pirisca Grecco e Ângelo Franco
2º lugar: "Cordeona-me" (chamamé), letra de Gujo Teixeira e música de Luciano Maia (Lavras do Sul e Porto Alegre), interpretada por Luciano Maia
3º lugar: "Quem Sou Eu" (chacarera), com letra de Everton Michels e Rômulo Chaves (Criciuma / Palmeira das Missões) e música de Piero Ereno (Porto Alegre), interpretada por Shana Muller
Melhor indumentária: Enio Medeiros
Arranjo Vocal: "Meus Olhos de Carreteiro" (chamarra), letra de Ivonir Leher e música de Felipe Cornel
Melhor Intérprete: Shana Muller, por "Pétala Negra" e "Quem Sou Eu"
Música Mais Popular: "Embretados"
Melhor Poesia: "Quem Sou Eu"
Melhor Instrumentista: Luizinho Corrêa
Melhor Tema Campeiro: "De Tropa, Aparte e Lembrança" (milonga), letra de Jorge Peres Machado (Rosário do Sul) e música de Mateus Alves (Porto Alegre)
Melhor Arranjo Instrumental: "Quem Sou Eu"

Estancinha (Fase local) - Resultado final
1º "Flor da Tuna", letra de Edilberto Teixeira (in memorian) e música de Enio Medeiros
2º "Meus Olhos de Carreteiro", letra de Ivonir Leher e música de Felipe Cornel
3º "Bochincheiro e Mal Domado", letra e música de Macedinho

Fotos: Marcelo Ribeiro / Comunicação Social Prefeitura Municipal de São Gabriel

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Meu paraíso...


Timbradas em minhas retinas, imagens que guardo com carinho de um lugar perdido, intocado, entre as serras de Santa Margarida do Sul...

Granja Santa Anna, sob o céu azul do Rio Grande...

digno de um poema...

minha mãe e meus avós moraram nesta casa...

bom lugar pra uma mateada, no inverno...

arreios, a espera de um lombo de cavalo...e um velho poncho, pra escorar as águas do tempo...

tio Chico, que figura...


no que será que estava pensando?

vida simples da campanha...



AS FOTOS DO NATAL E DO FINAL DE ANO AQUI EM SGC...

Demorou (e que demora) mas antes tarde do que nunca, umas fotos das festas de final de ano.
Natal no GRESSARNE, com alguns amigos e a Vanessa em primeiro plano...

a hora do presente, (não sentei no colo do bom velinho!!!!!!)

Pedro e Cadu com o Papai Noel...

com a Patroa!!!!!!!!

a Ilha dos Reis, no Alto Rio Negro, Reveillon...

na ilha...baita jantar!!!

com a Banda Triade que animou a festa...

Charles, Cadu, vocalista da Triade e eu, meio zonzo nestas horas...

uma canja lá no GRESSARNE, encontro dos violeiros, organizado pelo amigo Fonseca...


com o Ricardo Caldas, do Paraná com o coração no Rio Grande.

Tô vivo!!!!!!!!!!!

Tô de volta!!!!!!!!!!! depois de mais de mês (merecidas, e bem merecidas férias) estou de volta ao blog e as atividades. Fiquei por aqui mesmo, isolado "nos Amazonas", mas bueno, paciência, o Rio Grande mora no coração e em breve estaremos por lá se Deus quiser...
Recebi na minha casa alguns amigos e me dediquei aos estudos ( e são tantos), travando uma peleia diária com a LÓGICA e a ONTOLOGIA, mas vamos seguindo, devagarinho e sempre!!!!
vhfvhbjabo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!     
No IBARNE, eu, Vanessa, Chris e Rafael...,

em casa, com os amigos Charles Severo e Chris (de Los Angeles, passando uma temporada aqui em SGC)

grandes amigos.

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

MONÓLOGO DAS MÃOS


Ghiaroni (imortalizado por Procópio Ferreira).

Para que servem as mãos? As mãos servem para pedir, prometer, chamar, conceder, ameaçar, suplicar, exigir, acariciar, recusar, interrogar, admirar, confessar, calcular, comandar, injuriar, incitar, teimar, encorajar, acusar, condenar, absolver, perdoar, desprezar, desafiar, aplaudir, reger, benzer, humilhar, reconciliar, exaltar, construir, trabalhar, escrever......

As mãos de Maria Antonieta, ao receber o beijo de Mirabeau,
salvou o trono da França e apagou a auréola do famoso revolucionário;
Múcio Cévola queimou a mão que, por engano não matou Porcena;
foi com as mãos que Jesus amparou Madalena;
com as mãos David agitou a funda que matou Golias;
as mãos dos Césares romanos decidia a sorte dos gladiadores vencidos na arena;
Pilatos lavou as mãos para limpar a consciência;
os anti-semitas marcavam a porta dos judeus com as mãos vermelhas como signo de morte!
Foi com as mãos que Judas pos ao pescoço o laço que os outros Judas não encontram.
A mão serve para o herói empunhar a espada e o carrasco, a corda;
o operário construir e o burguês destruir;
o bom amparar e o justo punir;
o amante acariciar e o ladrão roubar;
o honesto trabalhar e o viciado jogar.
Com as mãos atira-se um beijo ou uma pedra, uma flor ou uma granada, uma esmola ou uma bomba!
Com as mãos o agricultor semeia e o anarquista incendeia!
As mãos fazem os salva-vidas e os canhões;
os remédios e os venenos;
os bálsamos e os instrumentos de tortura, a arma que fere e o bisturi que salva.
Com as mãos tapamos os olhos para não ver, e com elas protegemos a vista para ver melhor.
Os olhos dos cegos são as mãos. As mãos na agulheta do submarino levam o homem para o fundo como os peixes;
no volante da aeronave atiram-nos para as alturas como os pássaros.
O autor do «Homo Rebus» lembra que a mão foi o primeiro prato para o alimento e o primeiro copo para a bebida;
a primeira almofada para repousar a cabeça, a primeira arma e a primeira linguagem.
Esfregando dois ramos, conseguiram-se as chamas.
A mão aberta,acariciando, mostra a bondade;
fechada e levantada mostra a força e o poder;
empunha a espada a pena e a cruz! Modela os mármores e os bronzes;
da cor às telas e concretiza os sonhos do pensamento e da fantasia nas formas eternas da beleza.
Humilde e poderosa no trabalho, cria a riqueza;
doce e piedosa nos afetos medica as chagas, conforta os aflitos e protege os fracos.
O aperto de duas mãos pode ser a mais sincera confissão de amor, o melhor pacto de amizade ou um juramento de felicidade.
O noivo para casar-se pede a mão de sua amada;
Jesus abençoava com as mãos;
as mães protegem os filhos cobrindo-lhes com as mãos as cabeças inocentes.
Nas despedidas, a gente parte, mas a mão fica, ainda por muito tempo agitando o lenço no ar.
Com as mãos limpamos as nossas lágrimas e as lágrimas alheias.
E nos dois extremos da vida, quando abrimos os olhos para o mundo e quando os fechamos para sempre ainda as mãos prevalecem.
Quando nascemos, para nos levar a carícia do primeiro beijo, são as mãos maternas que nos seguram o corpo pequenino.
E no fim da vida, quando os olhos fecham e o coração pára, o corpo gela e os sentidos desaparecem, são as mãos, ainda brancas de cera que continuam na morte as funções da vida.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

POEMA: Onde mora a solidão



Lá detrás daquela serra
Onde mora a solidão
Numa casinha pequenina
Bem no alto da colina
Na encosta do espigão.

Deixei meu carro de boi
Que cantava no estradão
Um pé de jacarandá
E uma rede pra “embalá”
A saudade do sertão.

Deixei tudo o que eu tinha
Corri atrás da ilusão
Só não deixei minha viola
Pois é ela quem consola
A dor do meu coração.

Lá detrás daquela serra
Onde mora a solidão
Ainda canta o sabiá
E seu canto me faz sonhar
Com as tardes de verão...

Que eu buscava água no poço
Punha lenha no fogão
E tocava alguma moda
Ou tirava um dedo de prosa
Com meu pai e meu irmão...

Um dia eu volto pra lá
Cantando uma velha canção...
Volto com minha viola
Pois é ela quem consola
A dor do meu coração.


Ivonir Gonçalves Leher, SGC, julho 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

UM POUCO DE FILOSOFIA...


Tenho andado um pouco ausente do Blog por dois motivos: o primeiro deles é pela dificuldade de acesso à internet aqui em SGC, que é muito lenta e "irritante" e o segundo motivo, mais justificável, são os estudos. Atualmente estou terminando o primeiro semestre do Curso de Graduação em Filosofia e tenho me dedicado de corpo e alma às leituras recomendadas.

Este texto que explica porquê a coruja é a ave símbolo da Filosofia é muito interessante e por isso achei oportuno disponibiliza-lo aqui no blog.

Alguns podem estar se perguntando: Por que a Coruja é o símbolo da sabedoria e está sempre atrelada a filosofia? Se pensarmos um pouco na cultura grega, ou mais precisamente na sua mitologia, veremos que sempre acompanhada da deusa Athena está a coruja। Athena (Αθηνά) ou Palas Athená é a deusa da sabedoria e da justiça, filha do poderoso Zeus e Métis, deusa da prudência e a primeira esposa de Zeus. As aves são os seres mais próximos dos céus, logo, mais próximos dos deuses. Também é comum ver a soberana águia acompanhando sempre o portentoso Zeus, o mais poderoso dos deuses gregos.
A coruja demonstra uma alerta constante, é símbolo da vigilância, está sempre apta para sobreviver na noite e sempre atenta aos perigos da escuridão। Nas moedas mais antigas da Grécia é muito comum encontrarmos a figura desse animal tão prudente, talvez mostrando com isso que a cultura grega antiga estava sempre vigilante e a frente dos outros povos। Em grego coruja é gláuks “brilhante, cintilante”। Um dos epítetos da deusa Athena é “a de olhos gláucos”, ou seja, a que enxerga além do que todos vêem।
O filósofo alemão Friedrich Hegel em sua obra Filosofia do Direito ilustra muito bem a harmoniosa relação entre a coruja e a filosofia. Escreve ele: “A coruja de Minerva alça seu vôo somente com o início do crepúsculo”. O papel da filosofia é justamente elucidar o que não é claro ao censo comum, é alertar acerca da vida. O crepúsculo é o linear do dia pra coruja, enquanto cessamos nossas obras e nos recolhemos em nossos lares, a coruja “alça seu vôo” a trabalho. É a noite que a fascina, por isso seu nome em latim: Noctua, “ave da noite”. Não é a beleza o seu destaque, mas é a capacidade de ver o que aves diurnas não conseguem ver. Seu pescoço gira 360º, dando-lhe uma visão completa capacitando-a a ver o todo. É também uma ave de rapina, rápida na escolha, e que por vê a presa e não ser vista, sempre tem sucesso na caça, apanhando os despreparados e desprovidos que se arriscam na noite escura.
São essas as características que um filósofo deve possui. Enxergar o que outras pessoas não conseguem ver, ter uma visão do todo, ou seja, uma visão que abarque todos os ângulos da realidade. Deve ser capaz de articular os pensamentos contra seus adversários. É preciso raptar as bases dos argumentos dos oponentes. Também, deve-se raptar aqueles que estão se enveredando por caminhos de erros e por enxergarmos na noite quando outros não vêem, podemos ajuda-los e conduzi-los (pelo argumento) a desfechos virtuosos.
Sócrates é um fiel representante dessa relação coruja-filosofia, acusado de “raptar” jovens atenienses – pois enxergava a frente de seu tempo – foi condenado a morte. Diferente de Platão, também não era sua beleza que o projetava, mas sim sua inigualável sabedoria. Sócrates era mestre na argumentação, conduzia as pessoas à “darem a luz sua idéias”, ensinava nas praças e ruas, era um homem livre para expor seus argumentos que por muitas vezes ironizava o oponente. Era de fato uma figura “corujesca”, feia como uma coruja á luz do dia, mas sagaz como na noite. Que logo se levante homens de sabedoria alçando vôo na necessidade, que logo a Coruja de Minerva com seus olhos gláucos enxergue nesses dias de trevas soluções para uma vida voltada ao bem. Essa é uma das diversas correlações entre a coruja e a filosofia.

 




segunda-feira, 22 de novembro de 2010

AOS FLAMENGUISTAS!!

Dia 16 de novembro tivemos aqui em São Gabriel da Cachoeira o lançamento do livro "O renascimento de uma nação", do amigo e colega Marcos Paulo Santos de Oliveira, rubro negro apaixonado. Indiretamente tive uma modesta participaçao para a conclusão deste trabalho, pois tive o privilégio de ler o mesmo antes do nascimento...

O livro é uma cronica esportiva, onde o autor fala sobre a paixão dos torcedores pelo Flamengo e faz um estudo sobre como apoiar este que é um dos maiores times de futebol do mundo.

Cria de Marechal Hermes, subúrbio carioca, o autor é flamenguista e portelense de nascença; possui 52 saltos para-quedistas pelo Exército; tem uma 7.0 que dropava na praia da Macumba-RJ; atualmente mora na região amazônica, próxima à Venezuela e Colômbia.


Através de uma linguagem descontraída e envolvente, Marcus Paulo passeia através das glórias da Nação Flamenguista, contando histórias inusitadas que começam desde sua época de menino, em que pagava-se R$ 3,00 para entrar no Maracanã, até as vitórias mais recentes do rubro-negro carioca. Entre suas inúmeras aventuras como torcedor de futebol, o autor não deixa de fazer uma análise mais séria sobre os problemas do time, assim como de detalhar suas ideias a fim de propor soluções para o efetivo “Renascimento” da nação flamenguista.
Marcos Ferreira

Parabéns ao meu amigo Paulo e muito sucesso nesta carreira que se inicia; e que este seja apenas o primeiro...

Maiores informações no Blog www.caldeiraofla.com.br

UM PROJETO DIGNO DE SER DIVULGADO

A vida sempre nos reserva surpresas, e quando as surpresas são boas, merecem ser compartilhadas com os outros. Vejam este belo trabalho desenvolvido pelo amigo Ten Faria, aqui em São Gabriel. Um trabalho digno de ser elogiado e divulgado, pela sua grandeza e entrega pessoal. Realmente não estamos  aqui por acaso, cada dia me convenço mais disso...

todos tem uma missão a ser cumprida, pois como diria Sócrates, "a vida sem exame, não é digna de ser vivida"...

 EIS O SITE DO AMIGO DIVINO MIGUEL FARIA NETO, VALE A PENA CONFERIR...

Eu Amo Doar Biblias

PRÉDIO DESMORONA EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA, AMAZONAS, BRASIL, MAS TODOS SE SALVAM!

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PRÉDIO DESABA EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA - AM, MAS TODOS SE SALVAM!
      No dia 10 jan 10, caiu o primeiro “tijolo”, isto é, a Bíblia Sagrada, com a dis-tribuição da primeira no Bairro Miguel Quirino, completando no dia 22 out 10, 2.400 "tijolos" doados, no Bairro da Praia.

      A distribuição foi feita de casa em casa, para todos que a aceitaram de coração. O município de São Gabriel da Cachoeira é o 3º maior do Brasil, convivendo harmonio-samente entre si 23 etnias, com três dialetos oficiais. Comprovadamente, 90% da população de São Gabriel da Cachoeira é indígena.
VOCÊ GOSTARIA DE AJUDAR A RECONSTRUIR O PRÉDIO BÍBLICO ABAIXO?

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Junte-se a esta equipe!
Engenheiro responsável: o Deus, Criador de todas as coisas.
Advogado trabalhista: Jesus Cristo
.

Mestre-de-obra: você.
Operário: Divino

Observação: o novo prédio começará a "desmoronar" na Região Sudeste, no primeiro semestre de 2011, se Deus quiser!

Como você pode ajudar?

Doando qualquer quantia nas contas correntes abaixo:
Favorecido: DIVINO MIGUEL DE FARIA NETO

Banco do Brasil                    Banco Bradesco                         

Agência 4596-9                     Agência 3714-1
Conta: 910009043-9           Conta: 612107-1
Agência: 2893-2
Conta: 21960-6
Variação: 01 (POUPANÇA)
      Meu cadastro pode ser confirmado junto à Sociedade Bíblia do Brasil (08007278888) seção Belém, e a confir-mação da aquisição de 2.400 Bíblias deste dezembro de 2009.
      Este é um projeto sério, pois não devemos tomar o San-to nome de Deus em vão.
      "Não tomarás o nome do Senhor, teu Deus, em vão, por-que o Senhor não terá por inocente o que tomar o seu no-me em vão". (Êxodo, Cap 20, v. 7).
      É UMA PROVA DE GRATIDÃO ETERNA AO CRIADOR E PRESERVADOR DA VIDA, QUE LIVROU-ME DA MORTE EM 1995, EM LUANDA - ANGOLA (MALÁRIA FALCIPARUM E PNEUMONIA), OCASIÃO EM QUE MORRERAM TRÊS COMPANHEIROS DO PRIMEIRO MAL.

      Você conhece alguém que recebeu uma nova chance, uma graça alcançada e não voltou para agradecer? Pois é, na época de Cristo, aconteceu:

      A CURA DE DEZ LEPROSOS (Lucas, Cap 17, vv 11 a 19)
      Resumo: Jesus curou 10 leprosos, e apenas um voltou para agradecer!!!
      V. 15: "Um dos dez, vendo que fora curado, voltou, dando glória a Deus em alta voz".
      V. 17: Jesus perguntou: "Não foram dez os que foram curados? Onde estão os nove?