sexta-feira, 28 de agosto de 2009

POEMA DO DIA

AS ÁGUAS DE MINHA SAUDADE

Uma velha trempe de arame
Pairando sobre o braseiro
Uma fumaça de palheiro
Se espalhando no galpão...
Um João de barro no oitão
Prenunciando primavera
Um silêncio de tapera
De apertar o coração.

Uma cambona chiando
Na esperança de outro mate
Um ovelheiro que late
Lá p’ras os lados da mangueira
Um rangido de porteira
De alguém que chega ou se vai
E um fim de tarde que cai
Na mansidão da fronteira.

São coisas simples que ficam
Registradas nas retinas
Imagens tão pequeninas
Que os olhos guardam pra si...
E lá do fundo da alma
Espiam de vez em quando
Quando me pego mateando
A lembrar de onde vivi.

Um tilintar de chilenas
Anunciando o fim da lida
A quietude ganha vida
O galpão se torna casa...
E quando a noite abrir asas
Sobre estes filhos do campo
As vozes se tornam cantos
Na claridade das brasas.

Uma cantiga campeira
Um dedilhar de violão
Uma roda de chimarrão
E um “- buenas, chegue p’ra perto”
Um fragmento de verso
E um poncho carnal vermelho
Secando junto ao braseiro
As deságuas da saudade.

Saudade que vive em mim
Depois que vim p’ra cidade
Troquei minha liberdade
Pelas grades e concretos...
E os sonhos, hoje dispersos
Não são mais os que eu sonhava
A riqueza que eu buscava
Lá fora “tava” tão perto.

( Do livro De tempo e saudade)

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

POEMA DO DIA

A PARTIR DE HOJE, ESTAREMOS POSTANDO 1 POEMA POR DIA, TRAZENDO POEMAS DO LIVRO "DE TEMPO E SAUDADE"


A MÃO DO TEMPO

Estas saudades
que povoam rimas,
vertem silêncios
na boca da noite

são sois de outono
em meus arrebóis
gumes de vento
em febris açoites...

quem retira as trancas
das portas do medo?

quem esconde as chaves
dos quartos de hora?

É a mão do tempo
que conduz as coisas
e afaga os dias
de quem ri ou chora.

( Do livro De tempo e saudade)

domingo, 23 de agosto de 2009

JÁ ESTÁ DISPONÍVEL O LIVRO DE TEMPO E SAUDADE




De São Gabriel, os Marechais da terra. No campo-desquartel da poesia, eis que nos chega o jovem Ivonir Gonçalves Leher. Na hierarquia do poema, falo de alguém que já se inaugura - oficialmente em livro solo - em forma de Oficial, com o perdão do imperdível trocadilho. É que, nessa constelação de estrelas-no-ombro, ele chegou já em estado de pós-soldado para honrar, no futuro-ali-na-esquina, o título da cidade-mãe. Se não no ombro, no coração. Esperem, e verão: mesmo que seja em algum futuro inverno gabrielense. Quem viver, verá.

Quem já conhece o trabalho dele em algumas (muito boas) composições de festivais, não ficará por demais admirado: sabe que o poeta é de boa cepa, e veio dos veios da terra para ficar. E para dizer a que veio, também.

Metáforas vigorosas, imagens fortes, concisão: elementos fundamentais para o fundamento do poeta. Está a caminho um grande nome da literatura sulina. Ivonir Leher é um autor que, mesmo ainda jovem, é capaz de produzir interessantes e inquietantes reflexões sobre o tempo, a saudade, e a dor (sublime) de estar-no-mundo.

Ausência, distância e coração permeiam seus poemas com uma verdade que vem assim, cordianamente (cordis / coração) do sul do Rio Grande do Sul, mas pode galopar até algum onde ou até algum-alguém que seja capaz de ler e dar vaza à sua voz, competente e sincera.

O poeta em questão é capaz de produzir versos como “fantasmas jogam paciência no porão” (...) “cronos deixou cair a ampulheta” (...) “o senhor do tempo , no seu trono pendurado, rege o sono dos plebeus”.

O que mais dizer? Pendurado (ou pendulado), o relógio do tempo fará jus ao nome que se inaugura. O tempo abre o livro das respostas. Em presente ou demorância, costuma ser assim. Aqui ou em outro lócus neste mun-dão-velho-sem-porteiras. O artista – quando artista - vence o tempo.

Parabéns ao poeta e – principalmente - a estes primeiros leitores: estarão acompanhando o nascimento de um grande.


Jaime Vaz Brasil
Poeta e compositor

quarta-feira, 22 de julho de 2009

DE TEMPO E SAUDADE


EM SETEMBRO, JUNTO COM A PRIMAVERA, O LANÇAMENTO DO PRIMEIRO LIVRO DO POETA IVONIR GONÇALVES LEHER, PELA VIRTUAL BOOKS EDITORA.

domingo, 31 de maio de 2009

OS VERSOS, no concurso ALPAS XXI - Destaque Literário Nacional


OS VERSOS

Os versos trazem lembranças
De paixões reprimidas
Trazem antigas saudades
Mentiras, verdades
Nas madrugadas compridas.

Os versos trazem nas linhas
Coplitas de um cantador
Trazem nas rimas guardadas
Cartas marcadas
E sonhos de um sonhador.

Os versos são os luzeiros
De uma noite sem estrelas
São almas de pirilampos
Vagando nos campos
Abrindo porteiras.

Dormem em velhas estantes
Em livros empoeirados
Em estrofes esquecidas
Que pedem pra serem lidas
Em poemas recitados.

Os versos são aves tristes
Que levam os sonhos meus
São mãos que ficam na espera
Quando acenam adeus.

Adeus que ficou no tempo
Nos olhos de quem espera
Que um dia os versos lhe tragam
Lembranças de quem partiu...

Poema publicado na Coletânea ELDORADO, abril 2009 e fará parte da Coletânea OLHAR ANDARILHO, com os poemas finalistas do concurso literário.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

RESULTADO DO III CONCURSO INTERNACIONAL DE POESIAS, CONTOS E CRÔNICAS LETRAS PREMIADAS - ALPAS XXI

RESULTADO DO CONCURSO INTERNACIONAL DE POESIAS, REALIZADO EM CRUZ ALTA - RS.
IVONIR LEHER, DESTAQUE NACIONAL DE LITERATURA/POESIA

POESIAS
1º lugar - O amanhã – Janise Dankio – SP - SP

Destaques nacionais

Reginaldo Costa de Albuquerque – Dois vultos; Um passarinho
Sérgio Martins Pandolfo; As águas de março; Divino ser
Condorcet Aranha – Despedida que tortura; Estrada do destino; Na decadência do ser, partir poeta;
Agenor de Mello Coelho – Na ciranda do medo;
Éder Rodrigues - Pelos lugares onde a gente ainda não foi; A arte de esperar pela chuva;
Rita Velosa - SP - Pobre Deus! LER -
Dulce Ana da Silva Fernandes – A sós com minhas cantigas de ninar
Elza Pinto Alemão - A mesma janela
Ivonir Gonçalves Leher Os versos
Jussara Gabin - Lúdica
Sandra Popoff - Olhar Digital; Uno; Geometria
Raimundo Nonato - Os Seres e o Charco; Percurso
Delma Gonçalves Mattos da Silva – A importância da leitura em minha vida.
Geraldo Trombin - Fiz, parei, voltei a fazer
Miguel Russowsky – Saudade...; Caderno ou jardim
Lenir Moura - Tudo
Lígia Antunes Leivas – Apaixonadamente
José Borges de Abreu - Este sonho de criança; Eu, a china e o rancho; Terneiro guacho
Alfredo Nogueira Ferreira – SC -Lua vermelha -
Regina Araújo – Matando a morte
Sheila Maria da Silva Leijoto – A viagem
Eloísa Porazza – Cruz Alta, cidade do tempo e vento; Caminhemos
Hary Jung – Duas asas; Branca frágil; Teus e meus versos
Maria Islair Duarte Lages – Presente de Natal
Renata Paccola – Procura
Edy-Lamar D’Oliveira – Eu sou
Augusto Sérgio Bastos – Página virada
Sílvia Rejane Peyrot – Poesia: Beleza divina – Cruz Alta
Carlos Vicente Fagundes do Amaral - Érico Veríssimo... ; Poema para minha filha, Raquel – Cruz Alta - RS

quinta-feira, 2 de abril de 2009

COLETÂNEA ELDORADO - CONTOS, POEMAS e CRÔNICAS



Tive o privilégio de fazer parte de mais esta publicação, juntamente com escritores do Brasil inteiro, levando a poesia deste Rio Grande a todos os cantos deste mundão velho de Deus...

Título: "ELDORADO vol XIII" - MAIO 2009
Lançamento: Abril de 2009
Editora: E.D.L/Celeiro de Escritores - São Paulo

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

36ª Feira do Livro do Cassino







Aconteceu entre os dias 30 de janeiro de 2008 e 08 de fevereiro de 2009, a 36ª Feira do Livro de Rio Grande, no Balneário do Cassino. Este ano o Patrono foi o músico e escritor Vitor Ramil e o Homenageado o escritor uruguaio Maurício Rosencof. Realizada pela FURG, e com o Tema CULTURA SEM FRONTEIRAS, a Feira do Livro foi um grande sucesso de público e teve mais de 35 estandes à disposição. Tive a oportunidade de estar pela segunda vez presente neste evento e ver de perto esta bela iniciativa dos Rio Grandinos.

MANIFESTO UNIVERSAL DOS POETAS DEL MUNDO




Poetas do Mundo, é chegada a hora exata para unir nossas forças na defesa da continuação da vida: somos guerreiros da paz e mensageiros dessa nova história para da humanidade. Somos os poetas da luz – veículo que nos conduz para levar o chamado de alerta de que não podemos nos furtar. Atravessamos a morte de um período degenerado das eras, e assistiremos o nascimento de uma NOVA ERA – para a qual, nós, os poetas, recebemos nossos dons, nossas missões e obrigações. A humanidade vive momentos decisivos de luta pela sobrevivência, mas ainda não acordou para o fato de estar caminhando rumo a um precipício, direto para a extinção. Urge que tomemos o leme e mudemos o caminho para a elevação coletiva, para que recuperemos o patrimônio da vida como dom universal e direito de todos.

Desde os mais remotos tempos que o homem pode recordar, é sabido que a existência humana depara-se com os desafios de viver e progredir, enfrentados com escolhas que trouxeram e trazem a degradação do ambiente natural. O homem fez disso um confronto, uma batalha e apenas se preocupou em vencer, como qualquer mercenário numa guerra, a qualquer preço, apenas assegurando para si a sobrevivência momentânea – sem pensar nos prejuízos que seriam deixados às gerações futuras, nem sequer nas conseqüências em curto prazo. E assim tem sido, a satisfação instantânea da necessidade de sobrevivência ou da ganância do homem tem gerado e lançado sobre todos, homens e mulheres, as mais terríveis catástrofes. O homem em seu afã de ser mais, de crescer e crescer sempre e desmedidamente, degrada o planeta até os limites da exaustão dos recursos naturais conhecidos, leva à extinção até o que nem chegamos a conhecer – num jogo de ambição que coloca em risco a existência do próprio homem como espécie.

Por este querer sempre MAIS, a humanidade não só esgota as riquezas materiais do planeta, como também os bens humanos, transformando um a um em desesperado e criminoso, a ponto de nos matarmos uns aos outros para sobreviver, ou para alcançar ascensão e glória... Ou simplesmente para dizer: SOU, e SOU MAIS que você... Assim como exaurimos o planeta dia após dia, consumindo os recursos naturais e humanos, ainda somos capazes de construir armas de destruição em massa, que podem levar ao extermínio da humanidade em poucas horas. Isso tudo num cenário em que a supremacia e o poder concentram-se sempre nas mesmas mãos, dos mesmos impérios, que não são capazes de sequer olhar pelos semelhantes que morrem na miséria, apesar de atingirem a riqueza absoluta. Se os Homens e Mulheres não mudarem de rumo, E AGORA, as próximas gerações terão sólidas razões para nos odiar. E é nossa esperança de que isso é possível, porque o caos moral, político [guerras infames], econômico [o ser humano transformado em bem, escravizado pelo dinheiro], tudo isso é manifestação do “PARTO DA HISTÓRIA” – assim como uma mulher quando dá a luz a um bebê tem em si muitas dores; a história mesma anuncia o nascimento de uma NOVA ERA.

1 – Diante desta azáfama pelo domínio absoluto, que nos levará inevitavelmente à autodestruição [se não for impedida]; diante de tamanha barbárie, muitos já acordaram no susto quanto ao destino cruel que a humanidade constrói para si mesmo. Ao tempo que outros abrem os olhos à luz da anunciação dos novos tempos, de que os Poetas do Mundo são também portadores e empreenderão por isso e para isso o caminho do protesto; e da construção de um novo amanhecer, do raiar da libertação definitiva do homem.

2 – Os Poetas do Mundo, não todos, somente os Poetas do Mundo – porque não são todos os poetas do mundo que estão dispostos a dizer: não sou, SOMOS. Nós, os que estamos dispostos a abandonar o ego que nos mata; nós que somos capazes de olhar com IGUALDADE, iniciamos a cavalgada coletiva através do mundo e colocamos a arte da Poesia a serviço da humanidade.

3 – Ser poeta não significa simplesmente escrever bonitas poesias, a POESIA não é mero objeto de decoração. Temos que VIVÊ-LA e vivê-la não significa somente senti-la, temos que praticá-la. E praticá-la é a missão, a obrigação e a competência de todos os dias para os Poetas do Mundo.

4 – Ser Poeta do Mundo é um desafio maior. Ser Poeta do Mundo é assumir este manifesto por essência; é avocar a defesa da vida, do amor, da diversidade, da liberdade. E ser capaz de bradar: dou minha vida para a VIDA, pois amo minha vida. Por isso dizemos BASTA de estupidez, BASTA de egos; que não contribuem para crescimento coletivo, nem pessoal. Nossa arte nasce a serviço da preservação da humanidade.

5 – Ser Poeta do Mundo é atravessar os meandros da natureza humana, em busca da perfeição e do crescimento lícito da vida, cada um buscando o máximo de suas capacidades e possibilidades. E é por isso que não seremos passivos diante dos crimes que se cometem diariamente sob discursos falsos de liberdade e direito. Levantemos nossas vozes como um raio de luz e façamos tremer os covardes; a palavra é a melhor arma, que amedronta os assassinos; a palavra estremece as mãos dos opressores e assim derruba os petrechos de morte que carregam consigo.

6 – Declaramos e doamos o valioso aporte – subsídios morais e sociais – dos poetas do mundo para o engrandecimento da humanidade. Daqueles que deixaram seus nomes marcados ao longo das eras, nos centenários livros da historia universal e na memória coletiva dos homens; como daqueles poetas anônimos, que passaram pela terra cumprindo suas missões legendárias através dos tempos. Cremos no valor que significaram estas majestosas contribuições em seus tempos, inclusive hoje. E vivemos uma época muito singular, onde toda a humanidade, em que se inclui os Poetas do Mundo do século XXI, e não queremos nos enraizar no passado tentando enxergar melhor o presente e o futuro. Os Poetas do Mundo deste século somos chamados a ser criativos, para sermos capazes de vibrar o grito atroante que se espera de nós frente ao descalabro que a humanidade impôs a si mesma ao longo das eras.

7 – Os Poetas do Mundo nos declaramos iguais – consagrados e menos conhecidos, famosos e anônimos, ricos e pobres, brancos e negros, mestiços e amarelos. Sempre e quando se situam neste lado da vida, empunhando as mesmas espadas para combater o que mata a vida, lutando corpo-a-corpo, ou ante a mesma barricada, para defender a JUSTIÇA [única para todos], a IGUALDADE [efetiva entre todos os habitantes da terra], a LIBERDADE [a verdadeira, não a dos discursos de instituições e arautos fraudulentos e corruptos] e o DIREITO dos povos de existir e viver em paz. Pois é apenas lutando por todos, que seremos cada um o vencedor. Não há vitória real na individualidade, no egoísmo, a vitória só é possível como uma conquista coletiva.

8 – Os Poetas do Mundo declaram todo espaço onde possam estar ou ser, como suas arenas de combate ao mal, sejam palácios ou cavernas perdidas, sejam os campos de trabalho onde se exploram os campesinos ou o fundo de uma mina onde se suga o sangue do mineiro. O Poeta do Mundo jamais se calará frente à dor de sequer um homem ou mulher, enquanto lhe houver fôlego. Porque o poeta não deixará de ir ao encontro de sua missão, levando a palavra, levando chuva sobre a terra, espetáculo de graça, beleza para os olhos dos homens e das mulheres. O Poeta será a luz que guiará os guerreiros, será o farol na escuridão da noite.

9 – Os Poetas do Mundo nos declaramos pacifistas, mas não covardes, nem passivos. Antimilitaristas, mas de nenhuma maneira ingênuos, mesmo que sentimentalistas por natureza, porque na expressão artística, a tinta da escrita é o sangue de nossas almas. Vivemos embriagados pelo encanto da arte, até a vertigem dolorosa da criação. Criação que terá sempre um objetivo: “APERFEIÇOAR A VIDA”, a nossa [individual], a de todos [coletivamente]. Somos pacifistas em busca da paz universal, mas sabemos que A PAZ não chega do nada, temos que ganhá-la, lutar por ela; por isso somos Guerreiros. E a PAZ não existirá se não for garantida a JUSTIÇA. A PAZ reinará a partir da justiça. Senão a única paz que teremos com os desmandos dos Impérios será PAZ DE CEMITÉRIO.

10 – Um Poeta do Mundo assume o dever de se aperfeiçoar sempre, crescer em humanidade, aceitando a pluralidade e a complexidade da existência. O Batalhão dos Poetas do Mundo é o espaço de luta para os que crêem ou não, ateus ou religiosos, justos ou equivocados, heterossexuais, bissexuais ou homossexuais, TODOS movidos e alimentados pelo e para o AMOR nobre. Poetas do Mundo é a fileira em que se reúnem os guerreiros de outrora e os combatentes modernos, militantes do BEM e da lealdade. Onde trazemos a grande revelação que pode unir o mundo, correntes por correntes, num grupamento de poetas repartidores de esperança e sorrisos, para a luta que dura desde a aurora dos tempos.

11 – E mesmo que o homem torpe busque um terceiro para impor suas culpas ou atribuir responsabilidade por sua salvação; nossa é que cada qual assuma sua essência, seu próprio espírito, sem ter que acusar outrem para calar a voz de sua culpa pelos seus erros e derrotas, nem para depender da verdade alheia para se salvar. Nossa esperança é alcançarmos, através da palavra, o acender do verbo nos corações de cada um, para o verso das montanhas, para a noite sigilosa da alma; assumindo e ascendendo os dons guardados no invólucro cuidadoso do ventre da natureza, até ver o anunciado amanhecer, em que cada um acrisolará sua alma com amor, movido pelas palavras. A Poesia é do mundo - e nós somos da Poesia.

Poeta do Mundo, Una-se a esta batalha pela existência humana!

Pela continuidade da VIDA!

Ariasmanzo [Luis Arias Manzo]
[Secretário-Geral]
Santiago de Chile, dezembro de 2005


Tradução: Marcia Motta

Revisão:Luciano Wallimann Wolff [Cônsul de Nova Andradina]

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Um sonho para 2009...


Amigos, o ano que se inicia traz em sua mala de garupa a realização de um sonho antigo. Já está em fase final de elaboração o meu primeiro livro de poemas, intitulado "De tempo e saudade", com lançamento previsto para o segundo semestre de 2009. Conto com vocês.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Buena visita...


Esta semana recebi a visita do grande amigo e parceiro de tantas composições Luiz Felipe Cornel, atualmente residindo em Rosário do Sul. Na foto, ladeados pelos "herdeiros" Pedro Henrique Leher, Lucas Rodrigues (esse guri vai ser dos bueno, toca e canta barbaridade) e meu artista Carlos Eduardo (Cadu). Preparativos para a 16ª Estância da Canção Gaúcha.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos II



Ivonir Leher tem mais um trabalho selecionado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores, do Rio de Janeiro. O poema "Quase..." será publicado na edição de nº 50, (edição comemorativa).

O poema das horas


O senhor do tempo embala as noites...
suspenso na parede
de seu trono pendurado
rege o sono dos plebeus.

tic,tac,tic, tac,tic, tac...
repousam nos ponteiros
o mutismo tétrico das horas.

os duendes, jogam cinzas nos olhos...
fantasmas jogam paciência no porão...

O senhor do tempo embala as noites...
na sala grande, as almas dançam valsa.

Horas mortas.
Minutos vivos.
Segundos ávidos pelo raiar do sol.

Tic, tac, tic, tac, tic, tac...
Cronos deixou cair a ampulheta.
( edição nº 49)

Quase


Quase quebrou-se o cristal do sonho...
em gotas que nascem
das janelas da alma.
essas cascatas miudas...

O circulo da vida inaugura fases
o sonho converge aos olhos dos loucos...

Quase.
quase perdi a carruagem do tempo
nas patas ligeiras dos corcéis de vento...

O relógio pendurado na parede desnuda
conta as horas para o infinito.

Em passos lentos, o ponteiro grande
cadencia as horas em seu mutismo cronológico.

Quase perdi a carruagem do tempo
mas, ela estava atrasada.

Quase!

(edição nº 50)

terça-feira, 16 de setembro de 2008

Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos





Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos
49º volume

Lançamento: 20 de outubro de 2008

A Câmara Brasileira de Jovens Escritores, tem a honra de informar que Ivonir Leher, de São Gabriel-RS, foi um dos poetas selecionados para ser publicado nesta edição, com a obra "O Poema das horas".

Mais informações no site:

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Nos Festivais...

3º Canto da Terra ( São Gabriel – 2000 )
- Milonga de chuva em verso – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
- P'ra cantar madrugadas – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
8ª Estância da Canção Gaúcha ( São Gabriel – 2000 )
- Porquê me chamo Gaúcho – vaneira ( Ivonir Leher – Felipe Cornel – Rodrigo Petin ). Int. Felipe Cornel
4º Canto da Terra ( São Gabriel – 2001 )
- Talvez por ser campesino – chamamé ( Ivonir Leher – Felipe Cornel – Rodrigo Petin )
Int. Giovane Neves
9ª Estância da Canção Gaúcha ( São Gabriel – 2001 )
- De quem tráz campo nos olhos – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Giovane Neves
Festival da Canção Gaúcha Edilberto Teixeira – XV Fenovinos ( São Gabriel – 2003 )
- Seqüencia de um legado – rasguido doble ( Bento Nildo Goulart - Ivonir Leher – André Teixeira ). Int. André Teixeira
- Comparseando – chamarra ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Goar Heberlê
6º Canto da Terra ( São Gabriel – 2003 )
- P'ra o fim da lida – milonga( Ivonir Leher – Felipe Cornel ) Int. Felipe Cornel
Festival da Canção Gaúcha Lanceiros do Batovi ( São Gabriel – 2003 )
- Da alma de um lanceiro – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
- Estas relíquias – chamamé ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
1º Canto a Dom João Luis P. dos Santos ( São Gabriel – 2003 )
- Um regalo à Dom João Luis – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
- Quando um campeiro alça a perna – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
2º Canto a Dom João Luis P. dos Santos ( São Gabriel – 2004 )
- Saudade de rio – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel
- Coplas de um fim de tarde ( Visagens de Campo) – milonga ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel e Ita Cunha
3º Canto a Dom João Luis P. dos Santos ( São Gabriel – 2005 )
- Jurado
13ª Estância da Canção Gaúcha ( São Gabriel – 2005 )
Negrinho Pantaleão – chamamé ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ). Int. Felipe Cornel e Décio Rodrigues.
4º Canto a Dom João Luis P. dos Santos ( São Gabriel – 2006 )
A Sanga e a Saudade – milonga ( Ivonir Leher – Alex Casanova ). Int. Márcia Silva.
P’ra Cantar Dom Florêncio – chamamé ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ).Int. Igor Silveira e Inácio Jacques.
14ª Estância da Canção Gaúcha ( São Gabriel – 2006 )
P’ra Cantar Dom Florêncio – chamamé ( Ivonir Leher – Felipe Cornel ).Int. Evandro Marques, Guga Marques e Ânderson Marques.
5º Canto a Dom João Luis P. dos Santos ( São Gabriel – 2007 )
Jurado

domingo, 20 de janeiro de 2008

Meus versos...

Os amigos podem escutar algumas composições de Ivonir Leher nos seguintes CDs:



2003

" Da alma de um Lanceiro" ( Ivonir Leher/ Felipe Cornel)

2006

" Cantar de um missioneiro " ( Ivonir Leher/ Jorge Leal/Aroldo Torres)


" Visagens de campo " ( Ivonir Leher/ Felipe Cornel)


2007

"Um canto de liberdade" (Ivonir Leher/ Jorge Leal/Aroldo Torres)
"Canto a Dom Sepé " (Ivonir Leher/ Jorge Leal/Aroldo Torres)