quinta-feira, 23 de setembro de 2010

20 DE SETEMBRO NA SELVA AMAZÔNICA


SEMANA FARROUPILHA 2010
- 175 ANOS DE HISTÓRIA –
“UNINDO RAÇAS E BANDEIRAS EM NOME DA TRADIÇÃO.”


POEMA EM HOMENAGEM À ABERTURA DA SEMANA FARROUPILHA 2010, ACENDIMENTO DA CHAMA CRIOULA NO MARCO ZERO DA LINHA DO EQUADOR, BR 307, TRECHO SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA – CUCUÍ, AMAZONAS.
Autor:  Ivonir Gonçalves Leher
Tantos anos se passaram
Da Epopéia Farrapa
Onde esta gente guapa
Fez surgir a nossa história...
Alicerçada nas glórias
De Bento e de Souza Netto
Que lá de cima, por certo
Abençoam este momento
E há entre nós, tantos Bentos
Que honram sua memória.

Rio Grande, terra lendária
De heróis desconhecidos
Rio Grande dos esquecidos
Do Brasil, uma identidade...
Rio Grande, Pátria e saudade
Que carregamos no peito
E exigimos respeito
Por tudo que já fizemos
Por esta Pátria, morremos
Em nome da liberdade.

E hoje, estamos aqui
Onde começa o Brasil
Nesta terra varonil
Bem na Linha do Equador...
Marco Zero, sol e suor
Desfraldando uma bandeira
Na Amazônia Brasileira
O Brasil é mais gaúcho
E “vamo agüentá o repuxo”
Pra mostrar nosso valor.



Marco Zero, linha do Equador, São Gabriel da Cachoeira – AM,  12 de setembro de 2010.


No dia 12 de setembro, em plena selva amazônica, no Hemisfério norte do Brasil, fizemos a abertura da Semana Farroupilha 2010. A linha imaginária do Equador, que divide o globo terrestre em 2 hemisférios, fica a aproximadamente 20 Km do centro de São Gabriel da Cachoeira, na BR 307, que liga este município à Cucuí. No local, desfraldamos a bandeira do Rio Grande, cantamos nosso hino e algumas canções gaúchas, li o poema acima, composto em homenagem a este histórico evento e acendemos a chama crioula, que ardeu no GRESSARNE ( Grêmio dos St Sgt do Alto Rio Negro) a semana inteira. No local estavam presentes nossos familiares, o presidente do clube Sgt Fabiani, Gen Jaborandy, comandante da 2ª Bda Inf Sl e tantos outros gaúchos e simpatizantes. Logo após, nos deslocamos em carreata pelas ruas da cidade, em sinal do mais puro amor pelas tradições da nossa Terra.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

DE VOLTA AOS FESTIVAIS


A Estância da Canção Gaúcha de São Gabriel, que já foi um dos maiores festivais de música do Rio Grande do Sul, está de volta, e com todo o seu brilho e sua força. A Prefeitura e a CTM, nesta parceria de sucesso, resgata das cinzas este baluarte da cultura do nosso Estado. A Estância sempre foi um grande evento, mas por motivos alheios à cultura e a arte gaúcha, deixou de ser por algum tempo... mas está de volta, como um Fênix que renasce das cinzas, com cara nova e nova energia. E eu, feliz uma barbaridade, também vou ter a honra de ajudar neste resgate. Mesmo longe da querência, estarei aí, em verso e em coração. 
"Meus olhos de carreteiro", uma chamarra, parceria nossa com o irmão e amigo de outras Estâncias, Luiz Felipe Cornel (Noninho), será uma das composições a subirem ao palco. Com este parceiro já participamos na 8ª, 9ª, 13ª e 14ª edições do festival e estamos lá de novo, com a graça de Deus. Parabéns meu amigo pela classificação e estarei torcendo por vocês, aqui do outro lado do Brasil.

As músicas classificadas para a 17ª estância da Canção Gaúcha, de 2010.

“Depois das Léguas da Carreteira” (Milonga)
Letra: Osmar Proença
Música: Igor Silveira

“Dos Meus” (Chamarra)
Letra: Dalvan Medina
Música: Diego Vivian

“Flor de Porongo” (Milonga)
Letra: Edilberto Teixeira (in memorian)
Música: Carlos Cléber Dias Leal / Matheus Leal

“Lembranças” (Chamarra)
Letra: Ilo Bicca Neto
Música: Aroldo Torres e Ademo Rieffel

“Me Toca Um Xote” (Xote)
Letra: Francisco Luzardo
Música: Jean Pablo Machado

“Meus Olhos de Carreteiro” (Chamarra)
Letra: Ivonir Leher
Música: Luis Felipe Cornel Rodrigues

“Milonga do Interiorano” (Milonga)
Letra: Francisco Luzardo
Música: Jean Pablo Machado

“O Sustento Para Os Meus” (Rasguido Doble)
Vencedora do Canto da Terra
Letra: Osmar Proença
Música: Humberto Machado / Ita Cunha

“Trazendo Trechos nos Ombros” (Valsa)
Letra: Emerson da Silveira Fernandes
Música: Emerson Fernandes / Mateus Neves

“Vanereando” (Vaneira)
Letra e Música: Eugênio Simonetto

“Ao Meu Picanço Arapuca” (Milongão)
Letra: Henrique Fernandes / Gilberto Lamaison
Música: Gabriel Lucas dos Santos (Não-Me-Toque-RS)

“Ares de Milonga” (Milonga)
Letra: Eron Carvalho (Santa Maria-RS)
Música: João Chagas Leite (Santa Maria-RS)

“Banhado Grande” (Milonga)
Letra: Heleno Cardeal (Santo Antonio da Patrulha-RS)
Música: Pedro Guerra (Porto Alegre-RS)

“Campeira” (Milonga)
Letra: Erlon Péricles / Duca Duarte (Porto Alegre-RS)
Música: Erlon Péricles / Duca Duarte (Porto Alegre-RS)

“Eu e Meu Cavalo” (Chacarera)
Letra: Angelo Franco (Porto Alegre-RS)
Música: Angelo Franco (Porto Alegre-RS)

“Lá no Rincão dos Bocó” (Vaneira)
Letra: Tadeu Martins (Santo Angelo-RS)
Música: Érlon Péricles (Porto Alegre-RS)

“Meus Chasque Não Tem Floreio” (Chamarra)
Letra: André Oliveira (São Gabriel-RS)
Música: Luciano Maia (Porto Alegre-RS)

“Motivos” (Valsa)
Letra: Fábio Prates / Mauro Dias / Zeca Alves (Santa Maria-RS)
Música: Fábio Prates (Santa Maria-RS)

“No Osso do Peito” (Milonga)
Letra e Música: Mauro Moraes (Porto Alegre-RS)

“O Homem das Tropas” (Chimarrita)
Letra: Xirú Antunes (Pelotas-RS)
Música: Luciano Maia (Porto Alegre-RS)

“Pitaluga de Luzeiro” (Chamarra)
Letra: Rafael Chiapeta (Cachoeira do Sul-RS)
Música: Lisandro Amaral / Guilherme Collares (Bagé-RS)

“Ponta de Lança” (Chamarra)
Letra: Márcio Nunes Correa / Hélvio Luis Casalinho
Música: Márcio Nunes Correa / Fabiano Bacchieri

“Pra Encilhar Caminhos”(Chamamé)
Letra: Mário Amaral (Marabá-PA)
Música: Tuny Brum (Santa Maria-RS)

“Respeito” (Milonga)
Letra: Adriano Alves (Dom Pedrito-RS)
Música: Jari Terres (São Gabriel-RS)

“Segunda-Feira Bem Cedo” (Chamarra)
Letra: Rogério Villagran (Lagoa Vermelha-RS)
 

DE ITAQUI À SÃO GABRIEL

Mesmo distante, sigo acompanhando as coisas da minha terra, e hoje destaco a iniciativa do valente Grupo Tradicionalista de Cavalgada (GTC) Sepé Tiaraju, que resgata esta que é uma das mais bonitas e autênticas formas de preservar nossa tradições e nossos costumes. Partindo da lendária Itaqui, com destino à São Gabriel, estes bravos cavalarianos conduzirão a Chama Crioula do Rio Grande do Sul.

A trecho percorrido, uma homenagem. A Cavalgada chegará em São Gabriel no dia 7 de setembro,  encerrando o Desfile da Semana da Pátria. Ao chegar em solo gabrielense, prestarão uma homenagem a Italmir Maldonado Chaves, falecido este ano. A seguir, será entregue a fagulha da Chama Crioula de 2010 aos representantes das cidades de Santana da Boa Vista,  Caçapava do Sul e outros municípios. 

O integrante Edison Luis Martins Perlin, o Edinho Perlin, músico e radialista lá das bandas do Itaqui, mas hoje cidadão gabrielense  notando que o ato de cavalgar deveria ter algum sentido, propôs homenagear cada trecho com o nome de pessoa ilustre que contribuiu com o Movimento tradicionalista, e assim foi montado o percurso:

1. Gentil Antonio Weber (in memorian), 31Km
2. Italmir Maldonado Chaves (in memorian), 30Km
3. José Bonifácio Lederhós (in memorian), 30Km
4. José Machado (in memorian), 28Km
5. Élbio Munhoz (in memorian), 36Km
6. Mauro Pinto (in memorian), 31Km
7. Erminio Goddoy (in memorian), 33Km
8. Homero Laureano (in memorian), 35Km
9. Turibio Teixeira Machado (in memorian), 29Km
10. Orestes Goulart (in memorian), 27Km

O Grupo, foi fundado em 10 de maio de 2005 por Adalberto M. Cavalheiro, Armando P. Marques, Clóvis Gabriel M. Weber, Haroldo Francisco F. Dubois, Luis Paulo R. Pereira e Marco Antonio R. Moreira.

O GTC Sepé Tiaraju, é uma sociedade, fundada sem fins lucrativos, filiado ao MTG e CTM de São Gabriel, onde foi acolhido por seus fundadores vários tradicionalistas oriundos de CTGs, PTGs e amigos não ligados aos movimentos que sentiam falta de organização de cavalgadas pela pampa Riograndense.

Conforme Decreto Executivo Municipal 169/2006, assinado pelo Prefeito Municipal nos usos de suas atribuições é criada a Chama da Tradição, como homenagem ao Índio Sepé Tiaraju, que foi acesa no dia 25 de agosto de 2006 na cabeceira da Sanga da Bica, sendo carregada em todas as cavalgadas oficiais realizadas pelo GTC Sepé Tiaraju e deverá ficar acesa diuturnamente.

O GTC foi declarado entidade de Utilidade Pública Municipal pela Lei nº 2975 de 30 de outubro de 2006. Há anos, a entidade vem também participando dos concursos da Reculuta Municipal, conseguindo destaque crescente nos últimos anos.

A estes bravos da minha querência, nossa homenagem e votos de sucesso nesta jornada!

FONTE DE CONSULTA: BLOG CONTEXTO ONLINE http://www.revistacontextosg.com/, DO JORNALISTA MARCELO RIBEIRO.
 

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

SAINDO DA "CAVERNA"...

Platão viu a maioria da humanidade condenada a uma infeliz condição. Imaginou (no Livro VII de A República, um diálogo escrito entre 380-370 a.C.) todos presos desde a infância no fundo de uma caverna, imobilizados, obrigados pelas correntes que os atavam a olharem sempre a parede em frente. O que veriam então? Supondo a seguir que existissem algumas pessoas, uns prisioneiros, carregando para lá para cá, sobre suas cabeças, estatuetas de homens, de animais, vasos, bacias e outros vasilhames, por detrás do muro onde os demais estavam encadeados, havendo ainda uma escassa iluminação vindo do fundo do subterrâneo, disse que os habitantes daquele triste lugar só poderiam enxergar o bruxuleio das sombras daqueles objetos, surgindo e se desafazendo diante deles. Era assim que viviam os homens, concluiu ele. Acreditavam que as imagens fantasmagóricas que apareciam aos seus olhos (que Platão chama de ídolos) eram verdadeiras, tomando o espectro pela realidade. A sua existência era pois inteiramente dominada pela ignorância (agnóia).

Se por um acaso, segue Platão na sua narrativa, alguém resolvesse libertar um daqueles pobres diabos da sua pesarosa ignorância e o levasse ainda que arrastado para longe daquela caverna, o que poderia então suceder-lhe? Num primeiro momento, chegando do lado de fora, ele nada enxergaria, ofuscado pela extrema luminosidade do exuberante Hélio, o Sol, que tudo pode, que tudo provê e vê. Mas, depois,
reprodução (estátua de Rodin)
   Livre é quem pensa
aclimatado, ele iria desvendando aos poucos, como se fosse alguém que lentamente recuperasse a visão, as manchas, as imagens, e, finalmente, uma infinidade outra de objetos maravilhosos que o cercavam. Assim, ainda estupefato, ele se depararia com a existência de um outro mundo, totalmente oposto ao do subterrâneo em que fora criado. O universo da ciência (gnose) e o do conhecimento (espiteme), por inteiro, se escancarava perante ele, podendo então vislumbrar e embevecer-se com o mundo das formas perfeitas. 


Aos que andavam sentindo minha ausência, eis a resposta!! Aos poucos estou me libertando da "caverna"...
Depois de tanto tempo, voltei aos estudos e estou me dedicando de corpo  e alma aos estudos da "Ciência Universal" como diziam os antigos gregos, a fascinante Faculdade de Filosofia. Mas, assim que for possível, estarei postando novidades.


Grande abraço!!!!

domingo, 18 de julho de 2010

SR. BRASIL - FINALMENTE UM PROGRAMA DE QUALIDADE NA TV BRASILEIRA


Rolando Boldrin
Rolando Boldrin nasceu em São Joaquim da Barra, interior de São Paulo, em 22 de Outubro de 1936. Aos sete anos, já tocava viola e, aos 12, formando com um irmão a dupla "Boy e Formiga", fazia sucesso no rádio de sua cidade. Incentivado pelo pai, resolveu tentar a sorte na capital, onde trabalhou como sapateiro, frentista, carregador e garçom, antes de se firmar como artista.
Estreou na carreira musical nos anos de 1960, participando de um disco da cantora Lurdinha Pereira, que logo se tornou sua esposa e produtora de seus discos. Foi pioneiro na realização de programas de televisão dedicados a musica brasileira autentica, de inspiração regional, diferenciada da musica sertaneja de consumo: Som Brasil (TV Globo), Empório Brasil (TV Bandeirantes) e Empório Brasileiro (SBT).
Seu repertório de canções caipiras reúne cateretês, toadas e modas, compondo cuidadosa seleção do que há de melhor na musica brasileira de enfoque rural. Entre sua discografia destacam-se: O Cantado, 1974; Violeiro, 1982 (em dupla com Ranchinho, Cascatinha, Corumbá e outros); Empório Brasileiro, 1984; Resposta do Jeca Tatu, 1989; e Disco da moda, 1993.
Sintetizou a experiência profissional na realização de "teatros musicados", espetáculos em que seu personagem se transforma em ator, cantador, poeta, interprete e contador de "causos": Palavrão, show com a Banda de Pau e Corda (1974), Teatro de quintal (1975), Paia... assada (1987) e Brasil em preto e branco (1993 e 1994) foram consagrados pelo publico e pela critica. No radio, criou o programa Violas de Repente, apresentado na Rádio Jornal de São Paulo (1980 e 1981) e na Rádio Globo (1982). Destacou-se também no cinema, premiado pela APCA por sua participação no filme Doramundo (1978), de João Batista de Andrade.
Atualmente, Rolando Boldrin desenvolve um projeto chamado "Vamos tirar o Brasil da Gaveta", que visa resgatar os autênticos valores brasileiros e todas as suas formas de expressão. Sr. Brasil surge como um paralelo deste projeto, já que a cultura do nosso país é o tema dominante.
Fontes: Enciclopédia da Música Brasileira
Acervo TV Cultura
Art Editora e PubliFolha

Sr. Brasil por Rolando Boldrin

"A base do programa Sr. Brasil são os ritmos e temas regionais brasileiros. E vale tudo já escrito em prosa, verso e música - e até história a ser contada.
O programa é vasto, aberto, receptivo. Ele só não se permite o que não seja genuinamente nacional.
E aí entram discussões infindáveis. Porque além do charme da metrópole, muita coisa existe para confundir a identidade brasileira, incluindo-se os interesses comerciais. Por exemplo, musica sertaneja e musica caipira.
Coisa danada pra confundir. Entenda-se por musica sertaneja de alto consumo aquela que, originária da caipira, foi se vendendo aos poucos, perdendo suas características em função do apelo comercial. Envergonhada da sua condição de matuta, botou roupa de cowboy, postura madrilena e ritmo de guarânia.
Porque simples, aberto, despojado, sem rigidez de estrutura, Sr. Brasil tem uma proposta absoluta e propositadamente fechada a exemplo dos programas anteriores de Rolando Boldrin "Som Brasil", "Empório Brasil" e outros. Aqui só entram as manifestações da cultura regional brasileira.
A idéia do projeto é não ter qualquer preconceito contra intérprete ou ritmo. Os nossos materiais são os ritmos e os temas brasileiros. Se tivermos que colocar algo, vamos colocar o nosso. Pode ser até um projeto pretensioso, audacioso. Mas é a idéia. O programa não é rígido em termos de intérprete. Onde ele se fecha e na seleção musical, repertório, na sua concepção. Na prática, o seu leque é amplo, bastante abrangente. Não é só música caipira. São as manifestações regionais. Nele cabem, o Renato Teixeira, o Milton Nascimento, o Dominguinhos, o Chico Buarque, a Diana Pequeno, uma lista enorme de pessoas que fazem um trabalho ligado á cultura popular brasileira.
Nem só isso. Entram causos, trechos de autores brasileiros- inclusive os clássicos -, dança, peças de teatro, documentários (de importância ecológica), curtas etc. Mais uma lista infindável, levando-se em conta a riqueza cultural e natural do Brasil, um país que por sua extensão e variedade, seria mais corretamente reconhecido como continente.
Mas a idéia central é de um musical. Embora tenha, em determinados momentos esses vários temas. É um velho no interior de Minas que crava viola à mão. Mas ele também canta. Quer dizer, uma informação que se insere na proposta do programa."

"Não há país no mundo igual ao Brasil. Somos a mistura mais maravilhosa da Terra."
Rolando Boldrin

FONTE SITE DA TV CULTURA

terça-feira, 13 de julho de 2010

"RASGANDO A GAITA"

Este é o título do primeiro CD do amigo e parceiro HUMBERTO MACHADO, já disponível. Gaiteiro bueno barbaridade, já atuou em grandes grupos musicais, como OS MIRINS e MDS. Baixei o CD pela internet, já que não recebi o original ainda (detalhes de se viver isolado do resto do Brasil), mas é de fundamento, bem fandangueiro, bem ao estilo do Humberto. Tem uma música de nossa autoria, LÁ NO CANDOCA, letra minha, música do Humberto e do Ita Cunha. Parabéns meu irmão por este trabalho inaugural e sucesso pra ti.

terça-feira, 22 de junho de 2010

FESTAS JUNINAS EM SÃO GABRIEL DA CACHOEIRA



Neste mês de junho, a cidade de SGC esteve movimentada e dançou ao ritmo de animadas quadrilhas juninas, onde a comunidade escolar pode mostrar todo seu entusiasmo e alegria. Estive em dois desses eventos, o primeiro no Colégio São Gabriel (acima) e mais recentemente na Escola Dom Bosco (abaixo).

Como sempre tenho comentado neste espaço, o povo de São Gabriel da Cachoeira é muito animado e sempre tem um bom motivo para fazer a festa, foi assim no Natal, no Ano Novo, nas comemorações da Semana Santa e agora na Festa Junina, onde as ruas da cidade, os locais de comércio e as escolas se enfeitam e ganham milhares de bandeiras coloridas.

Outro evento que está movimentando a cidade, é a Copa do Mundo de 2010, com ruas e casas enfeitadas nas cores da seleção, mas isso é outro assunto...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

LEITURA RECOMENDADA

Para aqueles que gostam de uma leitura de bom gosto e de se manterem informados sobre as coisas do nosso Rio Grande, recomendo o Blog do poeta e radialista lá da primeira capital Farroupilha, Piratini, o grande Juarez Machado de Farias, autor de grandes páginas da nossa música nativista.

Confiram e me digam depois!!!
 http://juarezmachadodefarias.blogspot.com/

A BOA MÚSICA DAS MISSÕES

Fiquei muito feliz pela notícia que meu grande amigo e parceiro JORGE LEAL, cantor de fundamento lá da minha São Gabriel das carretas acaba de lançar mais um CD, seu primeiro disco solo, QUANDO ENTONO MEU CANTO. Produzido, gravado e com os arranjos primorosos do competente músico e maestro Nelcy Vargas, o CD é mais uma obra prima deste grande cantor fronteiriço que tem a alma das missões nas cordas do pinho e na garganta.

Mais feliz ainda, por ter duas obras de nossa autoria integrando este trabalho, COM O CORAÇÃO NA GUITARRA (parceria com o Jorge Leal) e VISAGENS DE CAMPO (letra minha e música do meu grande amigo Luiz  Felipe Cornel, noninho), música esta regravada e com um novo arranjo, pois já foi gravada anteriormente pelo Evandro Marques.

Visagens de Campo, conta ainda com a bonita participação nos vocais da Cássia Leal, filha do Jorge. 

Parabéns grande amigo, por mais este belo trabalho que muito nos orgulha e por tanto contribuir com a cultura missioneira deste nosso velho Rio Grande de São Pedro.

Faixas:
01- Com o coração na guitarra
02- Sangue mestiço
03- Canto para um pescador
04- Adeus morena
05- Quando entono meu canto
06- Romance do batara
07- Recuerdo de bela Vista
08- Visagens de campo
09- Recuerdo posteiro
10- A milonga é uma prece


Com o coração na guitarra

Só quem conhece o meu canto
Sabe das coisas que falo
Pois tem o timbre dos galos
Da velha casta imortal.
Meu canto é universal
Por cantar minhas razões
Sou a alma das Missões
Na garganta de um “zorzal”.

Canto liberto e sincero
Sem lenço, pátria ou bandeira
Matiz da terra vermelha
Sobre o lombo de um paisano.
Soy latino americano
Com sotaque Guarany
E trago em “mongaray”
Che M’baraca” campejano.

Para afogar minhas ânsias
Há muito trago comigo
Este violão amigo
Cinchando as franjas do pala.
É a própria alma que fala
O mais puro sentimento
Pois tenho os olhos p’ra dentro
E o coração na guitarra.

Quando o dia cerra os olhos
Sombreando as casas e o campo
E os grilos e pirilampos
Habitam a noite campeira.
Minh’alma xucra e matreira
Me faz cantar opinando
E sou um condor do altiplano
Guardando a velha fronteira.

Por isso que canto forte
E abro as cancelas do peito
Cantando sem preconceito
Este chão aonde piso.
Rio Grande do tempo antigo
Que herdei dos meus ancestrais
Legenda dos imortais
Que levo sempre comigo.

Palavras extraídas do idioma Guarany:
Zorzal – Cardeal
Mongaray - Mãos abençoadas
Che M’baraca – Meu violão

domingo, 13 de junho de 2010

O TEATRO AMAZONAS

No mês passado estive em Manaus, capital do Amazonas e entre as inúmeras atrações e locais para visitação que aquela cidade possui, está o magnífico Teatro Amazonas,um dos mais belos cartôes postais da capital amazonense,

inaugurado em 1896, é uma das expressões mais significativas da riqueza criada na região, durante o ciclo da borracha.
A história do inicia-se em 1881, quando o deputado A. J. Fernandes Júnior apresentou o projeto para a construção de um teatro em alvenaria, na cidade de Manaus. A proposta foi aprovada pela Assembléia Provincial do Amazonas e começaram as discussões a respeito da construção do prédio. Manaus, que vivia o auge do ciclo da borracha, era uma das mais prósperas cidades do mundo, embalada pela riqueza advinda do látex da seringueira, produto altamente valorizado pelas indústrias européias e americanas. A cidade necessitava de um lugar onde pudessem se apresentar as companhias de espetáculos estrangeiras e a construção do teatro, assim, era uma exigência da época.
O projeto arquitetônico escolhido foi o de autoria do Gabinete Português de Engenharia e Arquitetura de Lisboa, em 1883. No entanto, em meio às discussões a respeito do local para a edificação e os custos da obra, a pedra fundamental só foi lançada em 1884. As obras transcorreram de forma lenta e somente no governo de Eduardo Ribeiro, no apogeu do ciclo da borracha, a construção tomou impulso. Foram trazidos arquitetos, construtores, pintores e escultores da Europa para a realização da obra. A decoração interna ficou ao encargo de Crispim do Amaral, com exceção do salão nobre, área mais luxuosa do prédio, entregue ao artista italiano Domenico de Angelis.
O teatro foi finalmente inaugurado no dia 31 de Dezembro de 1896.
A sala de espetáculos do teatro tem capacidade para 701 pessoas, distribuídas entre a platéia e os três andares de camarotes. No salão nobre, com características barrocas, destaca-se a pintura do teto, denominada "A Glorificação das Bellas Artes na Amazônia", de 1899, de autoria de Domenico de Angelis. Destacam-se os ornamentos sobre as colunas do pavimento térreo, com máscaras em homenagem a dramaturgos e compositores clássicos famosos, como Ésquilo, Aristóphane, Moliére, Rossini, Mozart, Verdi e outros. Sobre o teto abobadado estão afixadas quatro telas pintadas em Paris pela Casa Carpezot - a mais tradicional da época -, onde são retratadas alegorias à música, dança, tragédia e uma homenagem ao grande compositor brasileiro Carlos Gomes. Do centro, pende um lustre dourado com cristais, importado de Veneza, que desce até ao nível das cadeiras para a realização de sua manutenção e limpeza.

Destaca-se, ainda na sala de espetáculos, a pintura do pano de boca do palco, de autoria de Crispim do Amaral, que faz referência ao encontro das águas dos rios Negro e Solimões. O teatro possui diversos ambientes, concebidos com diferentes materiais, daí ser considerado um espaço sobremaneira eclético. É, sem dúvida, o mais importante prédio da cidade, não somente pelo seu inestimável valor arquitetônico, mas principalmente pela sua importância histórica, uma prova viva da prosperidade e riqueza vividos na fase áurea da borracha. O teatro é referência para espetáculos regionais, nacionais e internacionais. Já passaram pelo palco do Teatro Amazonas: Margot Fonteyn, Christoph Schlingensief e Roger Waters.

                                                                Estraguei a foto!!!

sexta-feira, 11 de junho de 2010

MENSAGEM IMPORTANTE

Amigos, fui mais uma vítima dos Hackers, esses v... que não tem nada de interessante pra fazer na vida e ficam por aí, perturbando os outros. Pois bem, meu perfil no ORKUT foi clonado e foram enviadas mensagens com conteúdo indevido para vários contatos, mas inda bem que fui avisado e já tomei medidas para resolver este problema. Foram alteradas todas as senhas na Internet e o meu perfil no ORKUT FOI EXCLUÍDO, portanto a partir de hoje, dia 11 de junho de 2010, não existe mais este contato. Peço dsculpas se você foi uma das vítimas e oriento a todos para redobrarem os cuidados com a Internet, uma ferramenta maravilhosa de comunicação, mas porta de entrada para criminosos, sim, criminosos. Principalmente quem tem filhos pequenos, ao acessarem a internet por vezes acabam recebendo mensagens solicitando que abram determinados arquivos digitais, PRINCIPALMENTE JOGOS, com isto, são instalados arquivos espiões em nossos computadores e aí a coisa fica sem controle. Mas, estamos em 2010, pleno século XXI e vivemos num mundo globalizado, onde a vulgaridade impera.

Mas, falemos de coisa boa, da estréia da Africa do Sul na COPA DO MUNDO, um País que foi tão judiado, que viveu a vergonha do Apartheid, onde seres humanos eram humilhados e tratados como se fossem animais. Eta mundo velho sem porteiras!!!!!
E eu, que nem assisto futebol, não é que estou "entusiasmado" com a Copa, pretendo até assistir a todos os jogos, ou quase todos...

Bem, era isso por enquanto, grande abraço.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

TÔ VIVO!!!!!!

Amigos, depois de mais de mês sem aparecer neste espaço, peço desculpas pela ausência, mas foi por trabalho mesmo. Estive em Manaus por alguns dias (te acalma vivente, já mostro as fotos)participando de um estágio e atualmente estou sem internet em casa, pois mudamos de endereço. Outra coisa boa, já estou trabalhando no novo projeto de livro, algo sobre o Rio Negro e suas histórias...

Grande abraço e até breve!!

sábado, 1 de maio de 2010

Para lembrar, em épocas de Copa do Mundo, Olimpiadas...

Este poema, interpretado por João de Almeida Neto, em ato de mais puro civismo, deveria ser apresentado antes de todas as competições e de todos os eventos "oficiais", como uma bandeira desfraldada em homenagem a cultura deste povo.

E viva o Rio grande do Sul!!!

O Meu País

Um país que crianças elimina;
E não ouve o clamor dos esquecidos;
Onde nunca os humildes são ouvidos;
E uma elite sem Deus é que domina;
Que permite um estupro em cada esquina;
E a certeza da dúvida infeliz;
Onde quem tem razão passa a servis;
E maltratam o negro e a mulher;
Pode ser o país de quem quiser;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país onde as leis são descartáveis;
Por ausência de códigos corretos;
Com noventa milhões de analfabetos;
E multidão maior de miseráveis;
Um país onde os homens confiáveis não têm voz,
Não têm vez, Nem diretriz;
Mas corruptos têm voz,
Têm vez, Têm bis,
E o respaldo de um estímulo incomum;
Pode ser o país de qualquer um;
Mas não é, com certeza, o meu país.

Um país que os seus índios discrimina;
E a Ciência e a Arte não respeita;
Um país que ainda morre de maleita, por atraso geral da Medicina;
Um país onde a Escola não ensina;
E o Hospital não dispõe de Raios X;
Onde o povo da vila só é feliz;
Quando tem água de chuva e luz de sol;
Pode ser o país do futebol;
Mas não é, com certeza, o meu país!
Um país que é doente; Não se cura;
Quer ficar sempre no terceiro mundo;
Que do poço fatal chegou ao fundo;
Sem saber emergir da noite escura;
Um país que perdeu a compostura;
Atendendo a políticos sutis;
Que dividem o Brasil em mil brasis;
Para melhor assaltar, de ponta a ponta;
Pode ser um país de faz de conta;
Mas não é, com certeza, o meu país!

Um país que perdeu a identidade;
Sepultou o idioma Português;
Aprendeu a falar pornô e Inglês;
Aderindo à global vulgaridade;
Um país que não tem capacidade;
De saber o que pensa e o que diz;
E não sabe curar a cicatriz;
Desse povo tão bom que vive mal;
Pode ser o país do carnaval;
Mas não é, com certeza, o meu país!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

AOS PÉS DO PICO DA NEBLINA...

Existem momentos na vida da gente que jamais esquecemos. Ontem vivi um desses momentos. Partimos de São Gabriel da Cachoeira às 12 horas, a bordo de uma aeronave da FAB com destino a dois lugares encantadores. O primeiro deles, Yuaretê, local do 1ºPEF (foto acima), onde valorosos soldados da farda verde-oliva guarnecem nossas fronteiras com a Colômbia. Este distrito fica há 250 Km de São Gabriel, às margens do rio Uaupés, afluente do rio Negro. Foi inaugurado em junho de 1988 e desde aquela data exerce sua nobre missão de zelar pela soberania nacional. O "Sentinela da Cachoeira das Onças" é um local aprazível, com casas de madeira rodeadas por grama verde por todos os lados, se confundem com a paisagem exuberante da selva amazônica.

O segundo lugar visitado, foi o belo distrito de Maturacá, onde o 5º PEF cumpre sua missão de guarnecer a fronteira com a Venezuela. Aos pés do Maciço da Neblina ( abaixo e ao lado), é o local de onde partem os bravos que ousam escalar o pico mais alto do Brasil.
Um lugar de beleza sem igual, rodeado de montanhas, de um lado a Serra do Padre, de outro a gigantesca cadeia de montanhas que esconde o teto do Brasil.  
 
O 5º Pelotão Especial de Fronteira está instalado no Parque Nacional do Pico da Neblina e foi inaugurado em junho de 1994, sendo ambos subordinados ao 5º BIS, unidade sediada em São Gabriel da Cachoeira. Nos Pelotões de Fronteira vivem muito mais do que soldados. Ali vivem verdadeiros cidadãos brasileiros, homens, mulheres e crianças que com a força de seu trabalho e dedicação prestam inestimáveis serviços às comunidades isoladas deste Brasil que poucos conhecem. Vivenciar o dia a dia destes bravos é aprender a amar cada vez mais esta floresta, esta Amazônia que desperta a ganância de tantos, mas que é nossa por direito. Podem não notar, mas estaremos "sempre" lá.